A Bíblia ensina a matar crianças rebeldes?

Alguns críticos da Bíblia e anti-religiosos não se cansam de “jogar na cara” dos cristãos e judeus, alguns textos bíblicos muito impactantes, os quais eles entendem como “moralmente errados”, e logicamente, culpam a Deus por isso. A questão é: não é porque um texto é difícil de entender (ou compreender) que ele mostra um lado “mal” de Deus ou coisas do tipo.chart

Já apresentamos neste site alguns artigos sobre passagens consideradas “controversas” da Bíblia, que podem ser vistos aquiaqui e aqui.

A Bíblia ensina a matar crianças rebeldes?

Os versículos em questão são estes de Deuteronômio 21:

18 – Se um homem tiver um filho obstinado e rebelde que não obedece a seu pai nem à sua mãe e não os escuta quando o disciplinam, 19 – o pai e a mãe o levarão aos líderes da sua comunidade, à porta da cidade, 20 – e dirão aos líderes: “Este nosso filho é obstinado e rebelde. Não nos obedece! É devasso e vive bêbado”. 21 – Então todos os homens da cidade o apedrejarão até à morte. Eliminem o mal do meio de vocês. Todo o Israel saberá disso e temerá. (versão NVI)

Se lermos estes versículos simplesmente sem nenhum contexto histórico e bíblico, vamos chegar a conclusão errônea de que a Bíblia realmente manda matar crianças desobedientes e que Deus é imoral por permitir a aplicação desta lei. Mas, vamos analisar alguns pontos importantes:

1º Algum filho rebelde foi morto?

Não, veja os termos utilizados “Se um homem tiver um filho“, ou seja, era uma possibilidade de ocorrer. Em todo caso, esta era uma das muitas leis (mandamentos que Moisés deu antes de morrer) que foram passadas ao povo hebreu com intuito de criar regras civis. Devemos lembrar que este povo havia saído da escravidão do Egito e estava passando por um processo de reorganização social.

Todos aqueles que estavam seguindo Moisés (pouco antes de sua morte) não haviam testemunhado todos os sinais e milagres que Deus havia feito, pois seus pais (que testemunharam) haviam morrido, e também não haviam recebido em “primeira mão” as leis de Deus como seus pais haviam recebido, por isso é que Moisés repetia as leis morais (10 Mandamentos) e ao mesmo tempo, tentava “desmembrar” essas leis morais em exemplos de coisas que poderiam acontecer, como no caso destes versículos que vimos acima. Uma boa explicação sobre o Deuteronômio pode ser lida aqui.

Mas, o que é ser rebelde?

De acordo com os dicionários, é aquele que: se levanta contra a autoridade legítima ou constituída; não obedece; não segue conselhos, etc.
Seus sinônimos são: desobediente, indisciplinado, persistente, teimoso, obstinado, insurreto, revoltoso, revolucionário.

Uma pessoa assim não era bem vinda na sociedade que Deus estava reorganizando em Israel, e os motivos são bem óbvios como vimos acima.

Qual era o objetivo dessa lei?

Quem seguisse esta lei (que era uma vertente do 5º Mandamento: “Honra teu Pai e tua Mãe”) não seria morto, simples assim. O objetivo desta lei era evitar e “eliminar o mal do meio do povo“, ou seja, para que outras pessoas não seguissem o mal exemplo do tal filho, conforme descrito no versículo 21.

 Nota: Infelizmente naquele tempo (e ainda hoje) muitas pessoas não entendem que as leis são criadas para disciplinar (regras) mas também para punir (servir de exemplo aos outros). É assim em todo sistema social, não era diferente antes e não é diferente hoje. Também devemos lembrar que cada nação ou até mesmo pequenas tribos possuem suas próprias leis e normas para a manutenção sadia da sua sociedade. Ou seja, cada sociedade remete suas leis mediante suas necessidades, realidades e valores morais locais e universais, de acordo com seus costumes, crenças e história.

Exemplo: Em alguns países como a Indonésia, a lei local diz que o tráfico de drogas é punido com a morte, ao passo que no Brasil é punido com retenção temporária em presídios. Dois brasileiros foram executados por tráfico de drogas na Indonésia há pouco tempo, mas daí vem a grande pergunta: se eles sabiam que a lei neste país era pena de morte a traficantes de drogas, porque eles ainda insistiram em fazer tal ato?
Basta lembrarmos do significado da palavra “Rebelde” que vimos acima e já temos a resposta.

De qualquer forma, nos serve este conselho de Provérbios 29:18

Onde não há revelação divina, o povo se desvia; mas como é feliz quem obedece à lei!

Este filho devasso e bêbado poderia ser uma criança?

Não, conforme vemos no versículo 20, ele era devasso, e vivia bêbado. Se ele era devasso, então já conhecia a vida sexual e tinha erotismo e imoralidade a flor da pele, mas uma criança naquele tempo nem imaginaria o que era devassidão (veja abaixo o significado de devasso). Se ele vivia bêbado, também não deveria ser uma criança, pois assim como nos dias atuais, antigamente também não era permitido que crianças bebessem bebidas alcoólicas (ainda mais na sociedade santa que Deus queria construir), aliás, quem desse este tipo de bebida à crianças também era punido. Portanto, este filho devasso e bêbado deveria ser adulto, ou pelo menos tinha idade suficiente para discernir o certo e errado, com conhecimento das leis.

Mas, o que é ser devasso?

De acordo com os dicionários, é aquele que é imoral; libertino; obsceno, moralmente vergonhoso, depravado, desregrado, dissoluto, libertino.
São seus sinônimos são:  carnal, concupiscente, devassado, erótico, impudico, lascivo, libertino, libidinoso, lúbrico, salaz e voluptuoso.

Conclusão

Conforme vimos, o tal filho rebelde, devasso e bêbado não poderia ser uma criança. Também vimos que neste caso, o intuito geral da lei era a convivência pacífica e respeito entre as pessoas, mediante normas e regras, para evitar um mal maior, pois como um ditado diz: “liberdade demais gera libertinagem” ou aquele outro que diz: “nosso direito termina onde começa o do outro.”

É importante dizer que não estamos aqui defendendo a pena de morte, seja no passado ou no presente, mas estamos explicando que se as leis existem, devem ser cumpridas, isto vale para as leis dos homens e para as leis de Deus. Porém, enquanto que a consequência da rebeldia contra as leis humanas pode resultar na morte física, a consequência da rebeldia contra as leis divinas pode resultar na morte espiritual.

Para finalizar, Valdir Steuernagel, um teólogo disse algo muito interessante que podemos levar como lição sobre o assunto que abordamos neste artigo, ele disse:

A relação com Deus é rompida pela incapacidade humana de obedecer e de conviver com limites.

Raciocine sobre isto!

Imagem fonte: Ministério Plenitude

A Bíblia ensina a matar crianças rebeldes?
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19 comentários em “A Bíblia ensina a matar crianças rebeldes?

  • 18 de julho de 2016 em 5:26 PM
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    Bom, escreveu um livro para tentar justificar um trecho da biblia. Acabou não sendo claro. Resumindo: sim, mandava matar por apedrejamento. Não temos como saber quantas pessoas foram apedrejadas, muito menos afirmar que a lei se referia a homens adultos e nao a crianças, porque supostamente adolescentes nao bebiam nem eram pervertidos, conversa, nao temos como saber, somente achismos e deduções.

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    • Raciocínio Cristão (editor)
      19 de julho de 2016 em 1:18 PM
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      Olá, tudo bem?
      Infelizmente, não posso te explicar muito mais além do que já está no texto. Se você leu todo ele e não entendeu, ou entendeu da forma que quis, não posso fazer muita coisa.
      Porém, sobre achismos e deduções: em muitos textos os estudiosos bíblicos fazem deduções sim, pois é também através de contexto literário e cultural que podemos chegar a algumas deduções de textos complexos, pois esses textos foram escritos há milhares de anos, sendo assim, não temos como voltar atrás e ver o que aconteceu.

      Abraço.

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      • 26 de setembro de 2016 em 8:34 AM
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        Se essas escrituras que vocês reputam sagradas se prestam a tanta confusão e desentendimento, porque o Velhão lá de cima não se digna a vir apresentar uma versão mais atualizada, tipo 2.0, para espancar quaisquer dúvidas?

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        • Raciocínio Cristão (editor)
          27 de setembro de 2016 em 2:00 PM
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          Olá Alberto, tudo bem?

          Jesus disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22:29 (veja que Jesus disse que as pessoas erram por não quererem conhecer as Escrituras, não o contrário)

          “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. “Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos.” Oséias 4:6 (Veja que Deus fala através do profeta Oseias a mesma coisa, são as pessoas que rejeitam o conhecimento)

          A Bíblia, é a perfeita Palavra de Deus, escrita no imperfeito sotaque humano.

          Grande abraço.

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    • 12 de agosto de 2016 em 11:16 AM
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      Com um texto didático desse, só posso dizer que o pior cego é aquele que não quer ver.

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  • 11 de agosto de 2016 em 1:20 PM
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    Achei confuso e to com pena das criança.
    Adoro seu blog e pfvor fala sobre fadas!

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    • Raciocínio Cristão (editor)
      11 de agosto de 2016 em 1:30 PM
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      Olá Isabella, tudo bem?
      Realmente, é um tema complexo, mas como explicamos no artigo, de acordo com os termos originais e da cultura da época, as crianças não eram mortas por desobedecerem. Aliás, você não vê nenhum relato que isso realmente ocorreu no antigo testamento ou no novo.
      Agora, você pediu pra falar sobre fadas? Por quê? Em que parte da Bíblia ou na cultura judaica/cristã você viu ou ouviu algum relato disso?

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    • 18 de outubro de 2016 em 1:43 PM
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      Meu Deus ! como uma pessoa acha um texto desse confuso ? tente entender esse primeiro e depois ele te explicará as questões sobre fadas que é mais complicado.

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  • 20 de agosto de 2016 em 5:14 AM
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    discordo!

    existem ainda muitos capítulos (se quiser, mostrarei) sobre genocídio contra crianças, inclusive as “crianças de peito”.

    1 Samuel 15:3

    Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói totalmente com tudo o que tiver; não o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.

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  • 20 de agosto de 2016 em 5:18 AM
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    2 Crônicas 36:17

    Então o SENHOR enviou o rei dos caldeus contra eles, o qual exterminou os seus jovens à espada, no seu santuário, e não teve piedade nem dos meninos, nem das moças, nem dos adultos, nem dos mais velhos e avançados em idade. Deus entregou todos de seu povo nas mãos do rei Nabucodonosor.

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  • 20 de agosto de 2016 em 5:22 AM
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    Deus, a Primeira Grande Fonte e Centro, o Sustentador so centro de todas as coisas – Paraíso – JAMAIS faria tamanha atrocidade.
    Isso prova que a Bíblia eh 90% fonte de escrotidão de bizarrices da mente de homens esdrúxulos.
    Os outros 10% eh o Verdadeiro Deus.

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    • 22 de novembro de 2016 em 8:51 AM
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      Eu discordo meu amigo.
      Tenhamos em mente o seguinte:
      Após a saída do Egito, Israel teve diversas desavenças com seus vizinhos. Eles não gostavam daqueles nônades errantes que estavam vindo cono ciganos em suas terras.
      O Êxodo relata que diversas vezes eles pedidam passagem adentro desses reinos (um desses eram os amalequitas), mas muitos além de negarem passagem, iam ao confronto contra Israel. Essa era uma das pedras de tropeço daquele povo, que ainda não era estado, já que muitos vendo o exercito inimigo já cogitavam voltar correndo para o Egito.
      Mas no tocante a lei, eu vejo a coisa sob o aspecto de que, se uma pessoa não era capaz de guardar um mandamento direto de Deus, como ela iria obedecer as demais leis.
      Um exemplo palpável disso é ambiente de trabalho. Logo um funcionário não se sujeita ao regulamento da empresa, que garantia teremos de que ele irá ter respeito com os demais colegas?
      Ao contrário da nossa “democracia”, as leis de Israel eram verticais, ou seja, vinham de cima (juiz, rei, ou sacerdote) para baixo.
      Tanto é que o castigo de Israel veio por culpa dos reis que fizeram o povo pecar. Um exemplo foi o rei Jeroboão e os dois bezerros que ele fez. O relato deixa bem explícito “…pois fez o povo pecar.”
      Só que esse povo não sabia (e até hoje nem nós sabemos). andar por conta própria. Se alguém leu o livro dos Juízes inteiro vai entender o que eu quero dizer. Naquele período ainda não havia rei em Israel, então todo mundo fazia o que achava certo, mesmo com uma lei vigente. Foi o pior momento interno de Israel. O fim deste livro narra uma guerra civil entre eles mesmos.
      Tanto é que eles mesmos pediram um rei.
      Mas o que era pra ser solução só piorou mais ainda a situação. E qual foi o resultado disso? Ora, o que já havia sido prevosto pela lei (Deuteronômio 28), isto é, o castigo veio com a tomada de Jerusalém por Nabucodonosor.
      Mas ao contrário de outros escriros dos vizinhos de Israel, as Escrituras não omitiram as fraquezas, deslizes e até as imcompetências dos lideres que se passaram até a chegada do Messias, o único perfeito.

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  • 7 de novembro de 2016 em 7:43 AM
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    Podem tentar defender, desviar, “espiritualizar”, contextualizar segundo a mentalidade, mas do que é fato não se pode escapar.

    As leis de Israel são grotescas e sanguinárias, etnicamente exclusivistas, intolerante e contraditórias. Para esse texto, por ex., funcionar com o “Não matarás” de Ex 20, teríamos de reduzir a um sentido muito estrito o significado desse último texto para não ficar evidente a inquestionável contradição (uma vez a saída de um incauto foi dizer que “o deus tribal” só fez o mandamento “não matar” para Israel e seu povo, não envolvia outros povos. Aí eu apresentei esse texto da matança de crianças israelitas e ele ficou perdido).

    Mesmo os defensores desse livro, ao menos os mais inteligentes e com certo senso de moral, ficam constrangidos perante tanto ódio e desprezo pela vida que o chamado “deus da vida” manifesta nesse e em outros tantos textos que comandam verdadeiros genocídios. E aí são obrigados a todo tipo de malabarismo teológico para dizer que essa mensagem não diz o que está dizendo.

    *Oras, basta assumir que esses textos são assim porque eles expressam a mentalidade grotesca e sanguinária da época.

    *Israel não é diferente, em termos morais, dos seus vizinhos.

    *O seu deus manda matar porque no fundo “ele” é só uma desculpa tribal (que os outros povos também se davam) para destruir as outras tribos e povos com as quais eles não concordavam ou perante os quais se sentiam ameaçados.

    *Esse deus é assim, porque ele é só uma PROJEÇÃO exterior dos sentimentos humanos mais vis e mesquinhos: vontade de dominar, destruir e eliminar todo e qualquer outro que seja, viva e pense diferente, mesmo aqueles da própria família.

    Enfim, não há deus nenhum inspirando nada. Existe, sim, uma ideia de deus nacional que devia legitimar todas as ações e comportamentos que garantissem a identidade e a continuação da tribo/povo a qualquer preço pela . Mas o mesmo mecanismos sócio-psicológico também pode ser usado para entender as idas e vindas guerreiras de todos os vizinhos de Israel.

    Aceita que dói menos.

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    • 24 de novembro de 2016 em 12:44 PM
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      “Podem tentar defender, desviar, “espiritualizar”, contextualizar segundo a mentalidade, mas do que é fato não se pode escapar.”
      Nesse ponto eu concordo. Sim são fatos que não se podem escapar. Mas como o artigo citou, não eram criancinhas inocentes, e sim, jovens que já tinham conceito sobre certo e errado e estavam debochando deliberadamente de um PROFETA. Eu me lembro quando eu era pequeno se tinha um veemente respeito por autoridades eclesiásticas, nas hoje nem esses se dão ao respeito. Fica difícil assimilar certas coisas nos moldes de hoje. Basta perguntar a alguém mais velho de sua família, como eram os modos dos seus avôs. Iria perceber uma diferença gritante de comportamento que muitos hoje chamam de retrógrado, mas na minha opinião fazem falta certos conceitos relacionados à obediência e respeito que hoje estão se escorrendo pelo ralo.
      “As leis de Israel são grotescas e sanguinárias, etnicamente exclusivistas, intolerante e contraditórias. ”
      Discordo plenamente desse parecer. Se alguém diz isso é porque não leu as leis mosaicas com a devida atenção. Uma das leis de Israel dizia para tratar todo o esgrangeiro com respeito. Não é uma vez só que aparece a frase: “…pois também fostes estrangeiro no Egito…” essa frase era um lembrete para aquela nação tratar bem seus visitantes, e sempre se lembrarem dos horrores que viveram por serem estrangeiros, logo Deus advertiu para que até os abrigassem em suas casas, porque eram viagens exaustivas que faziam os peregrinos e mensageiros, e a hospitalidade é um ato de caridade. Então era lhes ordenado a fazer não só para o estrangeiro, mas também para os órfãos, pobres e viúvas.
      “(uma vez a saída de um incauto foi dizer que “o deus tribal” só fez o mandamento “não matar” para Israel e seu povo, não envolvia outros povos.”
      Toda a lei foi feita para Israel. Era uma constituição juríca e litúrgica. Afinal de contas, a teocracia estava em voga naquele tempo.
      O mandamento que você citou diz para não matarmos de maneira deliberada. O caso de Eliseu é um caso de pessoas (42), que estavam se provalecendo de UM. E cada um usa os meios que têm em mão para se defender. Se você leu o que havia sido relatado anteriormente, percebeu que era uma época difícil para os profetas. Eles estavam sendo retalhados por Acabe e Jezabel, muitos como Elias viviam escondidos a base de pão e água.
      “Oras, basta assumir que esses textos são assim porque eles expressam a mentalidade grotesca e sanguinária da época.”
      Mais uma vez concordo. Mas como tu escrevestes, era um comportamento daquela ÉPOCA. Não me espanta o estatuto mosaico ser comparado com o código de Hamurabi. Pois era a mentalidade vigente daqueles povos. E Deus não fez brotar um povo do nada, pelo contrário, esse povo foi criado no seio da escravidão egípcia. Analizamos e taxamos certos costumes do passaso com a mente de hoje, mas não vivemos e contextualizamos o ontem com a cara do ontem. Vários trechos bíblicos que lemos hoje são repugnantes no conceito atual, mas o erro é atribuir a Deus as cagadas dos homens. E a moral das Escrituras era mostrar para os Israelitas os erros e acertos de seus antepassados, para que não repetissem esses erros. Mas já sabemos os resultados.
      “Enfim, não há deus nenhum inspirando nada. Existe, sim, uma ideia de deus nacional que devia legitimar todas as ações e comportamentos que garantissem a identidade e a continuação da tribo/povo a qualquer preço .”
      Veja a relação entre os alienígenas do passado com os anjos rebelados no livro de Enoque. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

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  • 26 de novembro de 2016 em 6:54 PM
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    Meu medo e que apareçam alguns malucos aqui no Brasil, e resolvam obedecer as leis de Moises.pq o terrorismo q existe na Siria tem base na biblia. Por favor irmaos, nao levem em conta essas leis da biblia q manda matar ate crianças de peito. Nao acredito q Deus determinasse tal coisa, se Ele e um Deus amoroso e deu a vida pra gente viver em paz.

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    • 29 de novembro de 2016 em 5:19 PM
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      Depende do que você quer dizer com “base na bíblia”. Se tomarmos isso no sentido das profecias feitas para estas nações no passado, você está certo. Mas aquele povo é de predominância muçulmana, então o que eles fazem não é de ordenança bíblica, pois eles seguem o corão.
      E a lei mosaica foi cumprida na cruz (inclusive o dízimo, que aliás, nunca foi dinheiro), agora a lei é o Messias.
      Deus vos abençoe.

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  • 1 de dezembro de 2016 em 1:33 PM
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    Olá.
    É um livro cheio de contradições, e independente do contexto histórico, apedrejar alguém até a morte é algo extremamente pesado. Eu sinceramente não consigo entender, parece que no antigo testamento deus era um e depois no novo, era outro, mais misericordioso. É possível que com o “tempo”, teria deus amadurecido e mudado seus “ideais”? Deus não é onisciente e misericordioso? É foda isso, eu não sou nenhum ateu revoltado, pelo contrário, sou teísta, mas a bíblia e o alcorão são livros extremamente contraditórios e nada justifica essa passagem (fora que existem outras totalmente ridículas).

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    • 1 de dezembro de 2016 em 5:15 PM
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      Ola!
      Vou tentar elucidar suas questões: Não. A bíblia não tem contradições, há algumas discrepâncias nas traduções, os escribas interpretavam as palavras com o entendimento de sua linguagem, e ao chegar ao nosso idioma era esperado que houvesse, por mais cuidasosa fosse a tradução.
      Até hoje no oriente médio vigoram punições semelhantes às descritas na bíblia, isso se dá ao fato de que nós ocidentais fomos deveras influenciados pela cultura helenística remanescente da Grécia antiga. E naquele tempo os costumes das nações eram aqueles mesmos, O que Deus proporcionou foi um estatuto constitucional e ritualístico ao povo de Israel que estava se firmando como nação. Pesquise sobre o código de Hamurabi, perceberá que eles são semelhantes em alguns aspectos, embora eu ache a torá mais igualitária em certos aspectos.
      Como dito acima certas influências moldam as civilizações, então foi necessário aguardar um amadurecimento da civilização para que Deus enviasse o Messias à terra, o costumes ocidentais estavam mais aflorados. E como Deus sabe a hora certa das coisas, Ele esperou o império romano se formar e dar uma nova cara àquela sociedade (tanto que a reciprosidade dos gentios foi bem mais ampla do que a dos judeus)para que o evangelho fosse propagado com mais veemência. Deus fou sempre o mesmo, temos que discernir entre lei e graça (é um bom tema para se pesquisar.
      Sobre possíveis contradições eu recomendo esse artigo:
      http://neoateismodelirante.blogspot.com.br/2013/09/contradicoes-na-biblia.html?m=1
      Deus vos abençoe!

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