Palestina, o que é e quem são os Palestinos? Porque é importante o cristão saber?

por: Joseph E. Katz

O que significa “Palestina”?

“Palestina” nunca foi o nome de uma Nação ou Estado. É, na verdade, um termo geográfico utilizado para designar uma região abandonada ao descaso desde o século II d.C. O nome em si deriva do termo “Pelesheth” (פלשת), que aparece constantemente na Bíblia hebraica e foi traduzido como “Filístia” ou “Palestina”. Os Filisteus eram um povo do mediterrâneo com origens na Ásia Menor e na Grécia. Eles chegaram à costa Israelense em várias caravanas. Um grupo chegou no período pré-patriarcal, estabelecendo-se em Beer Sheva, entrando em conflito com Abraão, Isaque e Ismael. Um outro grupo, vindo da ilha de Creta após uma frustrada tentativa de invasão do Egito (1194 a.C.), se estabeleceu na área costeira de Israel. Lá eles fundaram cinco assentamentos: Gaza, Ashkelon, Ashdod, Ekron e Gat. Posteriormente, durante o domínio dos Persas e Gregos, povos de outras ilhas do Mediterrâneo invadiram e destruíram os assentamentos filisteus. Desde os dias de Heródoto, os gregos chamam a costa leste do Mediterrâneo de “Síria Palestina”.qr code o que e a Palestina Os filisteus não eram árabes, nem ao menos semitas. Sua origem era grega. Eles não falavam árabe, nem nunca tiveram qualquer conexão étnica, linguística ou histórica com a Arábia ou com os Árabes. O nome “Falastin” que os árabes usam atualmente para “Palestina”, nem sequer é uma palavra árabe mas sim hebraica – Peleshet ou P^elesheth (פלשת, conf. dicionário Léxico Strong, 2012; ref. 06429, pg. 839 – raiz Pelesh), que significa divisor, invasor, imigrante temporário. O uso do termo “Palestino” para se referir a um grupo étnico árabe é uma criação política moderna, sem qualquer credibilidade acadêmica histórica.

Como a terra de Israel veio a se tornar “Palestina”?

No primeiro século d.C., os romanos destruíram o reino independente da Judeia. Após a revolta frustrada de Bar Korchba no segundo século, o imperador romano Adriano determinou a eliminação da identidade de Israel (também conhecido como Judá ou Judeia), visando destruir o vínculo milenar do povo judeu com a região. Assim, ele escolheu o nome “Palestina”, impondo-o em toda a terra de Israel. Ao mesmo tempo, ele mudou o nome de Jerusalém para “Aelia (Élia) Capitolina”.

Os romanos mataram milhares de judeus e expulsaram ou venderam como escravos outras centenas de milhares. Muitos dos sobreviventes optaram por não abandonar a terra de Israel, e jamais houve um momento sequer na história da região sem que judeus e comunidades judaicas estivessem presentes, apesar das condições serem extremamente precárias e perigosas.

Breve história da Palestina

Milhares de anos antes dos romanos criarem o termo “Palestina”, a região era conhecida como Canaã. Os cananitas possuíam muitas cidades-estados, às vezes independentes, às vezes vassalos de reis egípcios ou hititas. Os cananitas nunca se uniram para formar um estado. Após o Êxodo do Egito (provavelmente no século. XV ou XIII a.C.), os filhos de Israel se estabeleceram na terra de Canaã. Ali formaram primeiramente uma confederação tribal e depois os reinos de Israel e Judá.

Desde os primórdios da história até os dias atuais, Israel (Judá ou Judeia) foi a única entidade independente e soberana que existiu ao oeste do rio Jordão (nos dias bíblicos, Amon, Moabe e Edom, bem como Israel, possuíram territórios ao leste do Jordão, mas estes desapareceram na antiguidade e nenhuma outra nação reivindicou a região, até os britânicos criarem o termo “Trans-Jordânia”, na década de 20).

Após a conquista romana da Judeia, a “Palestina” se tornou uma província do império romano e posteriormente do império cristão Bizantino (brevemente também foi conquistada pelo império zoroástrico persa). Em 638 d.C, um califa árabe muçulmano tomou a Palestina das mãos dos bizantinos e a anexou ao império árabe-muçulmano. Os árabes, que não tinham nem sequer um nome em árabe para a região, adoraram o nome dado pelos romanos, pronunciando-o como “Falastina”, ou invés de “Palestina” (na língua árabe não há o som de “p”).

Durante este período árabe, grande parte da população da região (composta por uma mistura de povos e tribos nômades de várias regiões ao redor) foi forçada a converter-se ao islamismo. Eles eram governados por um califa que reinava de sua capital (primeiramente em Damasco e depois em Bagdá). A região da Palestina nunca se tornou uma nação ou um estado independente, nem desenvolveu uma cultura ou sociedade distinta. Em 1099, cruzados cristãos da Europa conquistaram a “Palestina – Filistina”. Após 1099, nunca a região esteve novamente sob domínio árabe. O reino estabelecido posteriormente pelos cruzados europeus era politicamente independente, mas nunca desenvolveu uma identidade nacional, servindo apenas como um posto militar da Europa Cristã por menos de 100 anos. Após este período, a Palestina foi anexada à Síria como uma província mameluca (etnicamente um povo fruto de uma mistura entre guerreiros e escravos cujo centro político encontrava-se no Egito), e posteriormente anexada ao Império Turco-Otomano, cuja a capital encontrava-se em Istambul.

Cruzados na Palestina, 1099, Chateau de Versailles, França
Cruzados na Palestina, 1099, Chateau de Versailles, França
A promessa do “Lar Judaico Nacional”

Viajantes do ocidente à região da Palestina deixaram registros do que viram no local. O tema presente em todos os relatos é “descaso”. Vejamos alguns testemunhos:

A terra está desolada, vazia, negligenciada, abandonada, destinada à ruínas. Não há nada lá (Jerusalém) para ser visto, a não ser poucos vestígios da antiga muralha que ainda permanece. Todo o resto está coberto por musgo e mato. Peregrino inglês, 1590.

A região está em situação deplorável, sem habitantes. Sua maior necessidade são pessoas! Cônsul Britânico, 1857.

Não há sequer uma vila em toda a extensão do vale chamado Jezreel, nem mesmo em um raio de 50 Km. Viajamos quilômetros sem encontrar uma alma sequer. Nazaré está abandonada, Jericó é uma ruína que se desfaz; Belém e Betânia, na sua pobreza e humilhação, não é desejada por qualquer criação (…). Um país desolado cujo solo é bastante rico, mas é dado inteiramente a ervas inúteis (…) uma expansão silenciosa, pesarosa (…) uma desolação (…). Nunca vimos um ser humano durante todo o caminho. A Palestina encontra-se vestida em pano de saco e cinzas… Mark Twain, “The Innocents Abroad”, 1867.

A restauração da terra “desolada” e “não desejada” começou na segunda metade do século XIX, com os primeiros pioneiros judeus. O trabalho realizado por estes pioneiros criou novas e melhores condições e oportunidades, o que acabou por atrair outros imigrantes de várias partes do Oriente Médio, tanto árabes quanto outros.

A Declaração Balfour, de 1917, confirmada pela Liga (ou Sociedade) das Nações, comprometeu o governo britânico aos princípios que “o governo de vossa majestade vê com favor o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional Judaico, e fará uso de seus melhores recursos para facilitar a materialização deste objeto (…)”. Ficou então determinado o controle britânico sobre toda a região e que a área seria aberta à criação de assentamentos judaicos. Também determinou-se que os direitos de todos os seus habitantes (já residentes na região) seriam preservados e protegidos.

O Mandato Britânico na Palestina originalmente incluía tudo o que é hoje a Jordânia, bem como o que hoje é Israel e os territórios entre eles. No entanto, quando o “protégé” britânico Emir Abdullah foi forçado a abandonar seu domínio hashmaíta na Arábia, os britânicos criaram para ele uma região alternativa para seu reino, localizada ao leste do rio Jordão. Não havia nenhum nome árabe para a região, assim os ingleses a chamaram de “além do Jordão”, ou “Trans-Jordânia”; posteriormente apenas “Jordânia”.

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Com esta manobra política, que violava todas as regras estipuladas pela Declaração Balfour e pelo Mandato Britânico, os ingleses retiraram 75% da região destinada a ser o “Lar dos Judeus”, como havia declarado a rainha. Não foi permitido que nenhum judeu habitasse na região da Trans-Jordânia (ou Jordânia). Menos de 25% permaneceu da Palestina original do Mandato Britânico, destinado aos “assentamentos judaicos” prometidos pelos ingleses. Além disso, eles restringiram a imigração judaica na região e impuseram restrições quanto ao local onde os judeus poderiam trabalhar, viver, construir ou plantar. Na verdade, as regiões mais deploráveis da então Palestina britânica foram destinadas aos judeus, como os pântanos da Galileia e as regiões infestadas de malária como Jafa e Tel-Aviv.

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Somente após 1967, Israel finalmente conseguiu habitar em algumas das regiões prometidas pelos britânicos aos judeus. Apesar dos britânicos constantemente declararem como ilegais os assentamentos judaicos durante o Mandato Britânico, foram eles mesmos que agiram contrariamente à lei ao expulsarem os judeus da região já declarada “O Lar Judaico Nacional” pela Liga das Nações e pela rainha da Inglaterra.

Quem são os “Palestinos”?

Durante o Mandato Britânico em Israel (1920-1948), os ingleses se referiam a população judaica de Israel como “Palestinos” (termo na verdade criado pelos Romanos no início da era cristã com o intuito de humilhar os judeus – uma vez que “Palestina” significa “local dos Filisteus”, antigos inimigos dos judeus que foram extintos pelos Persas no século X a.C). Em 1939, os ingleses decidem proibir toda imigração Judaica para a “Palestina”, algo que era constante desde o século XVIII na região. Esta proibição foi feita no momento em que os Judeus mais precisariam, uma vez que o Nazismo estava fortemente se estabelecendo na Europa e milhões de judeus estavam sendo perseguidos. Milhares que conseguiam escapar dos campos de concentração e tentaram ir para Israel, foram mandados de volta para o inferno, novamente para as câmaras de gás na Europa.

Mas ao mesmo tempo em que os britânicos proíbem a imigração judaica, eles permitem ou ignoram a imigração ilegal de milhares de árabes da Jordânia (chamada de Palestina Oriental), Síria, Egito e de várias partes do norte da África. Em 1939, Winston Churchill declara que “…longe de serem perseguidos, os árabes invadiram a região e se multiplicaram…!” Estatísticas exatas da população da região na época são problemáticas, mas sabe-se que em 1947 o número de árabes ao oeste do Jordão triplicou em comparação a 1900.

O mito atual é que estes árabes há muitos séculos já estavam estabelecidos na Palestina, até que vieram os judeus e os “desalojaram” em 1948. Mas, na verdade a imigração recente de árabes para a Palestina “desalojou” os judeus. O aumento massivo da população árabe na região é comprovada pela lei criada pela ONU em 1947: “Qualquer árabe que tenha habitado na Palestina por pelo menos dois anos, mas que deixou a região em 1948, é considerado um refugiado palestino”. Esta é a origem dos famosos “refugiados palestinos”.

As estatísticas sobre a população judaica e árabe na região raramente levam em consideração como surgiram tais proporções. Um dos fatores foi a política inglesa de manter os judeus fora ao mesmo tempo em que traziam os árabes. Outro fator foi a violência utilizada para matar ou expulsar até mesmo judeus que já estavam há muito tempo estabelecidos na região. Por exemplo: A conexão judaica com a cidade de Hebron data dos dias de Abraão, e na verdade, sempre existiu lá uma comunidade judaica desde os dias de Josué, antes mesmo do Rei Davi torná-la capital. Mas em 1929, uma revolta armada de árabes (com o consenso britânico), matou e expulsou quase toda a comunidade judaica de Hebron.

Outro exemplo: Em 1948, a Transjordânia passou a ocupar quase todo o território da Judeia e Samaria (os quais eles chamavam de Cisjordânia) bem como a parte Oriental de Jerusalém e a cidade antiga. O que foi feito com os milhares de judeus que já habitavam na região? Foram assassinados ou expulsos.

De Palestina para Israel

O que seria da “Palestina” após o Mandato Britânico? Esta questão foi levantada por vários líderes britânicos e também mundiais, culminando com a decisão da ONU em 1947. Durante as várias deliberações, oficiais, representantes e escritores árabes expressaram suas visões sobre a “Palestina”. Veja que interessante:

Não existe um país chamado Palestina. ‘Palestina’ é um termo que os sionistas inventaram (…). Nosso país foi por séculos parte da Síria. ‘Palestina’ é estranha a nós. Foram os sionistas (termo como os árabes se referem aos judeus) que criaram este termo. Líder árabe que discursou na Comissão Britânica, 1937.

Palestina? Jamais existiu tal coisa na história! Absolutamente não! Professor Philip Hitti, historiador árabe a serviço do Comitê Anglo-Americano, 1946.

Todos sabem que a ‘Palestina’ não é nada mais do que o sul da Síria. Delegado da Arábia Saudita no Conselho de Segurança da ONU, 1956.

Nunca existiu uma região chamada Palestina, governada por palestinos. Não há uma língua chamada Palestina. Não existe uma cultura Palestina. Palestinos são na verdade árabes, sem distinção de Jordanianos (outra invenção recente), Sírios, Libaneses, Iraquianos, etc. Os árabes controlam 99,9% das terras do Oriente Médio. Israel representa 0,1% da região. Mas isso já é muito para os árabes. Eles querem tudo! Esta é a razão dos conflitos existentes hoje em Israel. Não importa quantas concessões territoriais o governo de Israel fará; nunca será o suficiente.  “Mitos do Oriente Médio”, por Joseph Farah, escritor e jornalista árabe.

Não existe uma nação árabe chamada Palestina(…) Palestina é o nome que os romanos deram para o Eretz Israel com o intuito de enfurecer os judeus. Por que deveríamos usar o mesmo infeliz nome dado para nos humilhar? Os ingleses escolheram chamar a terra que eles controlavam de ‘Palestina’, e os árabes pegaram este nome como seu suposto nome milenar, apesar de nem sequer conseguirem pronunciá-lo corretamente. Eles transformaram a Palestina em ‘Falastin’, uma entidade ficcional.  Golda Meir

Ainda em 1948, os árabes não haviam descoberto sua nação milenar chamada “Falastina” (até hoje eles nem sequer conseguem pronunciar a palavra “Palestina”, trocando o “P” pelo “F”). Quando a ONU lhes ofereceu metade da Palestina ao oeste do Jordão como seu país, eles violentamente rejeitaram a proposta. Logo após a declaração da ONU criando as duas nações na região (uma árabe e uma judaica), seis nações árabes iniciaram uma guerra visando a aniquilação da recém formada nação de Israel. O propósito desta guerra jamais foi estabelecer uma nação independente chamada “Falastina”, mas sim, expulsar e aniquilar os judeus para dividir entre eles a região antes controlada pelos ingleses.

Os líderes destas nações árabes ordenaram que a população árabe da então Palestina emigrasse para as regiões de fronteira e para a costa, uma vez que conduziriam um ataque massivo aos judeus em todos os povoados. Ironicamente, eles demandaram a retirada, mas jamais ofereceram seus territórios para receberem tais refugiados. Israel, pressentindo a guerra eminente, organizou uma campanha nacional onde garantiu aos árabes que ficassem no país, cidadania israelense, liberdade de religião e de culto, bem como os mesmos direitos civis e políticos que os judeus teriam.

Após o término da Guerra e a vitória de Israel, os árabes que permaneceram se tornaram cidadãos de Israel, e os que abandonaram suas casas esperando a destruição dos judeus foram rejeitados pelos países árabes das fronteiras onde estavam refugiados. Egito, Jordânia, Síria e Líbano fecharam suas portas para seus irmãos árabes, dando início ao que conhecemos hoje como os “Refugiados Palestinos”.

Apesar de ter perdido esta guerra, a Jordânia (então chamada Transjordânia) conseguiu anexar a Cisjordânia e a cidade oriental de Jerusalém, matando ou expulsando os judeus que já habitavam na região (judeus de todas as nações que há milênios cuidavam dos locais judaicos sagrados para o judaísmo). O Egito, por sua vez, ocupou a faixa de Gaza. Estas duas nações árabes ocuparam estas regiões até 1967. Neste ano, elas iniciaram uma outra guerra para aniquilar Israel, e como consequência de seu fracasso, perderam as terras que tomaram na Guerra de 1948. Nestes 19 anos que ocuparam estas regiões, Jordânia e Egito nunca planejaram criar um estado “Falestino” para os “palestinos”. Nem mesmo os palestinos tinham esta reivindicação. Aliás, ninguém no mundo jamais sugeriu tal coisa.

Finalmente, em 1964, o “Movimento para Libertação da Palestina” foi criado por Yasser Arafat com o claro objetivo de promover a destruição de Israel. Com este propósito, ele ajudou também nos ataques precipitados a Israel em 1967. O resultado frustrado deste ataque inspirou uma mudança da opinião pública. Como propaganda, era mais prudente falar em “liberação da Palestina” do que em “destruição de Israel”. Grande parte do mundo, governos, a mídia e a opinião pública aceitou sem questionamento ou análise o novo mito árabe de luta para criação da nação chamada “Falastina”.

Yasser Arafat (1929 – 2004) – Criador e líder da OLP e do grupo terrorista Fatah. O “maior líder palestino” desviou 2 bilhões de dólares de fundos públicos palestinos para sua conta bancária pessoal.
Yasser Arafat (1929 – 2004) – Criador e líder da OLP e do grupo terrorista Fatah. O “maior líder palestino” desviou 2 bilhões de dólares de fundos públicos palestinos para sua conta bancária pessoal.

Até os dias de hoje as principais organizações terroristas entre os árabes financiam o terror em Israel. Eles não têm nenhum plano para fundar uma nação Palestina nem nunca terão. Seu intuito é armar até os dentes grupos como o Fatah, Hizbolá e o Hamas para matarem o maior número de judeus possível. Famílias de jovens suicidas, conhecidos como “homens bomba”, recebem gratificações de milhares de dólares de governos e Sheiks árabes, como recompensa pelo “sacrifício” de seus filhos. Eles abertamente financiam e incentivam o terrorismo em Israel e no mundo, mas a mídia mundial finge não saber.

Situação atual

Desde o início da década de 2000, Israel tem colocado em prática um plano de evacuação dos territórios conquistados em 67, que inclui a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as planícies do Golan. Gaza já foi completamente entregue em 2005, e se tornou um centro de treinamento para o Hamas, que aos trancos e barrancos finge administrar a região. A Cisjordânia está sendo evacuada e entregue para os palestinos (lê-se Fatah), e a região afunda economicamente e socialmente de forma proporcional à retirada de Israel. Agora, os terroristas do Hizbolá (financiados pelo Iran) esperam receberem o Golan. Para a mídia mundial os palestinos prometem paz em troca de território, mas para os Israelenses esta promessa nunca foi nem nunca será cumprida. Se o objetivo de todas estas entidades terroristas é abertamente “destruir a Israel”, como alguém pode acreditar que a entrega de terra cessará o conflito?

À medida que a faixa de Gaza e a Cisjordânia eram evacuadas, Israel via o número de atentados suicidas aumentar a cada ano, tendo todos os assassinos provenientes desses territórios. Israel então dá início ao audacioso plano de construir uma barreira nos pontos mais frágeis da fronteira com a Cisjordânia, visando diminuir o número de atentados. O projeto atual é proteger toda a extensão da fronteira, totalizando quase 700 km. Até o final de 2007, 60% da barreira já havia sido construída. Desde o início da construção, em 2003, o número de atentados suicidas nas cidades israelenses diminuiu em 99,5%.

Tivemos que aprender a usar foguetes uma vez que Israel descobriu uma maneira de se proteger de nossos ataques suicidas. Com a construção deste muro, nossos militantes não conseguem mais penetrar em território Israelense para realizarem seus ataques suicidas, afirmou Ramadan Shalah, líder da Jihad Islâmica Palestina em entrevista ao jornal islâmico Al-Sharq.

Os palestinos, que carregam o ódio islâmico contra os judeus e contra Israel, aproveitaram-se durante décadas da falta de segurança nas fronteiras para invadirem e promoverem atos de terrorismo em território Israelense. Centenas de civis inocentes morreram em Israel em ônibus, em restaurantes, lanchonetes, praças, ruas, shopping centers, etc. Nunca houve qualquer comoção por parte da mídia internacional ou da ONU. Porém, após a início da construção do Muro de Segurança, os palestinos posam para a mídia mundial como aprisionados, injustiçados e separados de Israel com um muro que chamam de “Muro do Apartheid”.

Muitos são os danos psicológicos que os palestinos destas regiões têm sofrido, além do efeito na economia, na saúde e no bem estar da população, afirma o relatório elaborado pela ONU em 2005.

Mas onde estão os relatórios sobre os danos psicológicos, econômicos e sociais de Israel, frutos de anos de barbárie palestina? É lícito tentar manter seguro suas fronteiras? É lícito proteger o seu povo de organizações que abertamente desejam a sua aniquilação?

Os EUA há décadas têm construído uma barreira de segurança na fronteira com o México. Até 2008, 580 km já haviam sido construídos. A proposta, que foi aprovada pelo congresso americano em 2005, é cobrir todos os 3.141 km da fronteira com a construção de um muro de concreto armado, cercas elétricas, e policiamento constante. Os EUA tomaram esta medida emergencial para conter a imigração ilegal de mexicanos e o tráfego de drogas. Os mexicanos não entram nos EUA com o intuito de matarem civis americanos, mas, em sua maioria, com o intuito de trabalharem e ajudarem suas famílias pobres no México.

Imaginem se os mesmos estivessem invadindo os EUA para promoverem atentados terroristas? O que fariam os EUA nesta situação? Pois bem, ninguém se atreve a falar contra o muro de separação dos EUA e jamais vemos documentários ou reportagens sobre como os mexicanos se sentem rejeitados e psicologicamente afetados com o “apartheid” americano. Mas Israel, que desesperadamente tenta proteger sua população contra atentados terroristas e que conseguiu provar ao mundo que 99,5% destes atentados foram reduzidos em consequência de sua barreira de segurança, é acusado de racista e de estar reconstruindo o “muro de Berlin”.

Desde o término da I Grande Guerra, os árabes do Oriente Médio e do norte da África receberam estados independentes em 99,5% dos territórios por eles requisitados. Lord Balfour (estadista inglês que expressou o apoio britânico à criação de um estado judaico na Palestina) certa vez expressou sua esperança que, uma vez que os árabes receberam tanto, não se incomodariam com o pequeno território prometido aos judeus. Infelizmente, Lord Balfour estava errado. [1]

Em 2011 Israel instalou seu sistema de defesa aérea contra mísseis disparados ao longo da faixa de Gaza, para defender suas cidades, conhecido como a Cúpula de Ferro (ou Domo, ou Redoma). Para as autoridades de segurança israelenses, o sucesso do Cúpula de Ferro é semelhante à da barreira de separação entre Israel e Cisjordânia, que ajudou a pôr fim a uma ofensiva de ataques suicidas no início dos anos 2000.

Em 2014, Amir Peretz, ex-ministro da defesa, disse ao jornal The Washington Post:

se não tivéssemos o sistema, e os foguetes caíssem em Israel matando pessoas, então o exército israelense teria pouca escolha a não ser entrar em Gaza para se livrar dos locais de onde esses foguetes estavam sendo lançados, isto significaria mais baixas civis de ambos os lados. [2]

Até a presente data Israel continua sendo atacado, agora porém, mais particularmente por extremistas muçulmanos palestinos que se infiltram nas cidades, e com seus carros, atropelam judeus nas ruas, esfaqueiam tanto civis quanto militares, ou seja, matam pelo simples fato de o outro lado ser cidadão de Israel. Porém, isto não significa que não existam palestinos bons, porém estes são tão vítimas do sistema quanto os inimigos de seu povo.

Porque é importante o cristão saber dessa questão que envolve a Palestina e Israel?

O Vaticano há anos já reconhecia informalmente o “Estado Palestino“. Em 26 de junho de 2015 o Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio) líder supremo da Igreja Católica, assinou um tratado Bilateral considerado histórico, onde abrange a vida e a atividade da Igreja na Palestina, reconhecendo este território formalmente como Estado, ou Nação Palestina.

Israel lamentou o acordo e advertiu que isso pode ser nocivo para os esforços para a paz na região. O ministério israelense das Relações Exteriores “lamentou a decisão do Vaticano de reconhecer oficialmente a Autoridade palestina como um Estado no acordo assinado“, afirmou o porta-voz da chancelaria, Emmanuel Nahshon, citado em um comunicado. [3]

Isso implica um grande respaldo às aspirações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), e uma certa falta de tato diplomático com Israel.

Anteriormente à assinatura do tratado, o Papa Francisco já havia recebido o presidente da autoridade nacional palestina Mahmoud Abbas em maio do mesmo ano, referindo-se a Abbas como “um Anjo da Paz“, ao entregar-lhe um medalhão com a figura do Anjo da Paz. [4]

A Igreja Católica possui a maior parcela de cristãos de todas as denominações cristãs no mundo, mais de 1,2 bilhão de fiéis (relatório IBMR 2015). Portanto, o que o líder católico faz, em suma pode representar aos países, inclusive Israel, como um ato cristão em geral. Além do fato de que Francisco também é como um Chefe de Estado, já que reina sobre o Estado do Vaticano (Santa Sé) e por isso tem muita influência política, e ultimamente, tem usado esta influência constantemente.

Como visto neste artigo, a “Palestina” não é e nunca foi uma “Nação“, algo reconhecido até pelos próprios árabes. Estar ao lado da Palestina é estar contra Israel e assim, aceitar todos os ataques que seu povo já cometeu e ainda comete contra os judeus. É também aceitar o conluio evidente entre grupos terroristas e o governo político palestino, já que este não faz nada sobre essa questão (quem cala consente?).

Talvez a atitude do Vaticano e do Papa seja algo não pensado com uma profundidade a qual a problemática da questão requer (mesmo após os 15 anos de estudo do tratado antes de ser assinado). Somente o tempo mostrará o que isso implicará tanto aos católicos, quanto aos cristãos em geral.

A Bíblia alerta que os inimigos de Israel são inimigos de Deus. Em Gênesis 12 Deus faz uma aliança eterna com Abraão neste sentido e o envia à Terra de Canaã (atual Palestina), onde Abraão deveria dar início a Nação Escolhida. No Salmo 83 são relatados os vários inimigos que perseguiram Israel no caminho para terra prometida (Nova Canaã), inclusive os filisteus (palestinos). Nos versículos finais há uma advertência aos que perseguem o povo escolhido: “Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam, Para que saibam que tu, a quem só pertence o nome de Senhor, és o Altíssimo sobre toda a terra.

Até mesmo o profeta Balaão (Números 22 em diante) que por 4 vezes do alto de uma montanha tentou amaldiçoar o povo de Israel, mas o Espírito de Deus o encheu e transformou as palavras de maldição em palavras de benção.

Será que o papel do cristão é se levantar contra o povo estabelecido por Deus em aliança eterna? Ou é abençoá-lo para assim também ser abençoado?

Não cabe a nós do Raciocínio Cristão por um ponto final à questão, que é muito complexa. Mas devemos chamar a uma ação necessária: raciocine sobre tudo isto que você leu!


Referências:

[1] Tradução e adaptação por Matheus Zandona, Ministério Ensinando de SiãoTexto original (inglês): The History and Meaning Of “Palestine” and “Palestinians”

[2] TWP Iron Dome, Israel’s antimissile system, changes calculus of fight with Hamas (2014)

[3] G1 – Vaticano assina primeiro acordo histórico com a Palestina (2015)

[4] El Pais – Papa Francisco ao presidente palestino: “Você é um anjo da paz”

Imagem topo: Reprodução Google

Palestina, o que é e quem são os Palestinos? Porque é importante o cristão saber?
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Um comentário em “Palestina, o que é e quem são os Palestinos? Porque é importante o cristão saber?

  • 30 de novembro de 2016 em 5:22 PM
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    Só uma correção: Balaão abençoôu Israel 3 vezes.
    Excelente artigo!

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