Ideologia de Gênero é propagada nas escolas mesmo contra a lei e alguns Estados podem aprovar leis que promoverão o Funk como cultura a ser incentivada

A educação brasileira está indo de mal a pior e mesmo com alguns movimentos se organizando para mudar este quadro a realidade é que as escolas não respeitam nem a lei e nem a vontade dos pais. Mesmo a ideologia de gênero sendo retirada dos planos de educação, as prefeituras continuam promovendo cursos nessa área para que os professores doutrinem seus alunos passando por cima do direito dos pais de darem a educação moral para seus filhos. E enquanto isso, deputados rejeitam o projeto Escola Sem Partido e acolhem projetos que pretendem transformar o Funk em movimento cultural a ser incentivado e até respeitado como um feriado estadual.chartAno passado houve uma intensa movimentação da sociedade para retirar a ideologia de gênero dos planos de educação de nosso país e mesmo com uma vitória da sociedade na legislação o que se vê na prática das escolas é o total desrespeito ao cidadão. Como exemplo, em junho de 2015 o movimento “Eu Sou Família” conseguiu não só retirar a ideologia de gênero do Plano Municipal de Educação (PME) de Santo André/SP, como também conseguiu implementar duas emendas ao texto original nos artigos 13 e 14 foi acrescentada a seguinte orientação:

“não será permitida, na promoção dos direitos das crianças e adolescentes, quaisquer definições, orientações, diretrizes e metas, no que diz respeito a diversidade de gênero e orientação sexual”.

“Não será permitido qualquer forma de indução à orientação sexual de crianças e adolescentes, inclusive na confecção de material publicitário e material didático”. [1]

Pois bem, agora de uma olhadinha nesse evento que foi realizado com o dinheiro dos cofres públicos:

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Este é um curso de aperfeiçoamento para professores da rede pública e pretende fornecer subsídios para que professores abordem em sala de aula os assuntos que foram proibidos no PME. Ele é composto de 4 eixos: 1. Diversidade, 2. Gênero, 3. Sexualidade e Orientação Sexual e 4. Relações étnico-raciais. Não por acaso o prefeito da cidade, Carlos Alberto Grana, é do famigerado Partido dos Trabalhadores.

Segundo o blog em que é feita a divulgação do curso estão entre os objetivos:

  • Estudar várias correlações entre gênero e sexualidade, gênero e orientação sexual, gênero e etnia, gênero e relações raciais, perpassando, sempre, pelas relações que se dão dentro da escola;
  • Fornecer subsídios para a prática de promoção da igualdade de direitos nas escolas;
  • Perceber o padrão de sexualidade considerado natural como construção histórico-cultural;
  • Compreender a complexidade das relações entre sexo anatômico, identidade de gênero e orientação sexual;
  • Discutir como vários movimentos sociais, entre eles o movimento feminista, lutam pela defesa de direitos iguais para homens e mulheres na tentativa de combater as desigualdades de gênero;
  • Questionar a norma heterossexual como princípio estruturante da vida afetiva;
  • Perceber o quanto jogos e brincadeiras na escola estão impregnados de significados sexuais e de gênero, ao mesmo tempo em que servem ao controle da sexualidade e das relações de gênero;
  • Discutir a educação sexual na escola. [2]

Ou seja, a vontade da população foi jogada na lata do lixo e a prefeitura decide que irá sim passar por cima da lei e oferecer cursos para ensinar os professores a doutrinar os alunos nas salas de aula. Os pais têm o direito de darem a educação moral para seus filhos de acordo com suas convicções assegurado por lei (Decreto no 678, 06/11/1992, Convenção Americana sobre Direitos Humanos, Artigo 12, item 4), mas se não ficarem vigiando atentamente o que acontece na vida escolar de seus filhos serão desrespeitados descaradamente. – Veja o vídeo no final do artigo no qual explico com mais ênfase essa questão descrita acima.

Enquanto isso na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), os deputados que integram a Comissão de Educação e Cultura rejeitam o projeto Escola Sem Partido que visa garantir o direito dos alunos a uma educação de qualidade e livre de doutrinação e com pluralidade de ideias e, na mesma sessão, acatam o projeto de lei 360/2015 da deputada Leci Brandão (PC do B/SP) que define o Funk como “movimento cultural e musical de caráter popular”.[3] – Veja o vídeo no final do artigo no qual explico melhor esse projeto e porque ele impacta não só os estudantes, mas todos os cidadãos que pagam seus impostos.

Semelhante ao proposto pela deputada Leci Brandão, o também deputado Sergio Mageski (PSDB/ES) apresentou o projeto de lei 198/2016 que reconhece o Funk como “manifestação cultural”[4] e além disso, o mesmo deputado apresentou outro projeto de lei 210/2016 que visa instituir no Estado do Espírito Santo, o “Dia Estadual do Funk” no dia 30 de junho de cada ano [5].

Isso poderá abrir um precedente em todo o Brasil. Agora os bailes funk que vemos por todo o país incentivando a promiscuidade e a violência poderão ser considerados como “legítimas manifestações culturais”.

É realmente degradante! Enquanto muitos pais trabalham arduamente para manterem seus filhos na escola, julgando que assim darão uma educação de qualidade e farão deles melhores cidadãos, as escolas rejeitam o projeto que visa oferecer ao aluno o acesso a conteúdos importantes sem doutrinações ideológicas e acolhem a nefasta ideologia de gênero e o funk que não passa de um ritmo que faz apologia à cultura da bandidagem.

Estamos ou não no fim dos tempos?

 

 

Referências:

[1] CitizenGo – Agradeça os vereadores de Santo André pela rejeição da Ideologia de Gênero no PME;  Câmara Municipal de Santo André – Por unanimidade, vereadores aprovam Plano Municipal de Educação.

[2] GDE-UFABC – Curso de Aperfeiçoamento, Gênero e Diversidade nas Escolas.

[3] Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo  – Comissão de Educação e Cultura, 8ª Reunião Ordinária 16/08/16 Plenário Tiradentes;  Projeto de Lei nº 360/2015 – Define o “Funk” como movimento cultural e musical de caráter popular.

[4] Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo – Audiência levanta bandeira pelo fim do preconceito ao funk.

[5] Projeto de Lei nº 210/2016 – Institui o Dia Estadual do Funk, no dia 30 de junho de cada ano.

Imagem topo fonte: Prefeitura de São Paulo – Secretaria Municipal de Educação

Ideologia de Gênero é propagada nas escolas mesmo contra a lei e alguns Estados podem aprovar leis que promoverão o Funk como cultura a ser incentivada
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Paula Marisa

Paula Marisa

Graduada em Educação Física, com licenciatura plena, especialização em supervisão escolar e orientação educacional, também é professora na rede municipal de ensino em Canoas/RS. Para saber mais sobre Paula, acesse a página Equipe no rodapé do site.

2 comentários em “Ideologia de Gênero é propagada nas escolas mesmo contra a lei e alguns Estados podem aprovar leis que promoverão o Funk como cultura a ser incentivada

  • 7 de setembro de 2016 em 10:01 AM
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    Eu não consigo acreditar em outra coisa incentivando colocar esse funk como cultura senão o dedo de satanás manipulando essas pessoas e as enganando para que elas nem enxerguem isso.
    Se não for isso esse pessoal só pode estar caçoando com nossa cara …

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  • 11 de setembro de 2016 em 11:48 AM
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    Funk é uma porcaria mesmo, mas reduzi-lo a “ritmo que faz apologia à cultura da bandidagem” só demonstra o preconceito de quem teceu essa frase e o desconhecimento de conceitos básicos de música.

    Resposta

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