A mídia tem compromisso com a “verdade” quando o tema é Direitos Humanos?

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Talvez, a minha mania de não estar limitada às leituras apenas da ‘mídia maistream’ me impulsione a visualizar uma realidade que falta ser contemplada por tantos intelectuais e jornalistas, que de forma quase unânime elegeram “Trump” como o maior destruidor da raquítica “verdade”. Há uma preocupação quase psicótica em defender a “verdade relativizada” das “ameaças de Trump” e seus “vassalos conservadores”.

Nunca esqueço do comentarista da Globo News, Jorge Pontual, nervoso, gesticulando “palavras de ordem” num programa sobre “Fake News”. Visivelmente irado, o jornalista – que costuma sempre entrevistar fiéis opositores de Trump – carregou na acusação, atribuindo ao presidente a pecha de ter “acabado com a verdade”. Se eu pudesse, perguntaria a ele: haveria algum Chefe de Estado que não mente?

Mas, como o programa foi cunhado na intenção de “demonizar” o presidente republicano, de nada adiantaria… Por isso mesmo, não houve nenhuma “crítica ácida” ao presidente russo e os ditadores de países islâmicos foram indiretamente, também, brindados com o “troféu verdade”, já que, nenhum presidente ou monarca de país muçulmano teve seu “sagrado nome” citado. Afinal de contas, a “mentira” é um mal do qual padece apenas o “cidadão ocidental”, que não conhece a sombria estratégia da taqiyya[1], também conhecida como “engano sagrado” (muçulmano pode mentir para um não-muçulmano a fim de expandir o Islã).

É lógico, que quase sempre, jornalistas ocidentais se apropriam culturalmente da taqiyya para “inventar” países muçulmanos como “lares floridos de paz”.

Quem não lembra da repórter Gloria Maria enaltecendo a beleza dos jardins do Irã sem enfatizar as muitas violações de direitos humanos numa das ditaduras islâmicas mais cruéis do mundo muçulmano[2]?

A repórter – sempre com o véu de uso obrigatório – salientava com uma falsidade mórbida que o povo iraniano é feliz. Taqiyya pura… Até onde sei, não há nenhuma pesquisa de opinião séria nesse país ratificando a “felicidade” da população de uma tirania islâmica onde a entrada da “infiel brasileira” só foi permitida através de muita “negociação”. Daí, um simples “piquenique” passa a ser tratado como grande atração turística. Mas, se Gloria Maria disse que o Irã tem um “povo feliz”, ninguém vai exigir o “rigor científico” de apresentação de provas” para ser aceita essa “mentira” como a mais fiel expressão da “verdade”!

Contudo, entre “verdades e mentiras”, uma massiva campanha midiática global de ataque a Trump foi orquestradamente suscitada em virtude do terrível massacre em Las Vegas[3] atribuído ao suicida assassino munido de diversas armas de fogo contra um público que estaria alocado no “perfil republicano”. O sinistro ataque ainda está cercado de alguns “mistérios” que vêm sendo investigados, porém, “serviu como uma luva” para que o presidente dos Estados Unidos substitua o(s) verdadeiro(s) criminoso(s) em “discursos inflamados” de jornalistas apologistas do “desarmamento”.

Com isso, quando acesso os principais jornais – dias após o massacre – lá estão eles, os “jornalistas inteligentinhos” que fazem sempre questão de falsear preocupação com “direitos humanos”. Todavia, não falta espaço para ressuscitar o “anátema Obama”. Sim, o homem que deixou uma dívida pública astronômica à monta de US$ 19,9 trilhões para o seu sucessor[4] foi convidado especial do “Fórum Cidadão Global”, patrocinado por algumas entidades “isentas” como o Banco Santander. Logo, a costumeira verborreia se instala: “Em São Paulo, Obama critica a xenofobia e o populismo”[5].

Por sinal, como Barack Obama sabe que a grande mídia é “democrata de coração”, teve a “cara de pau” de verbalizar: “se eu assistisse a Fox não votaria em mim mesmo”[6], num ataque ao canal considerado “isento” para boa parte da opinião pública americana e estudiosos de Comunicação Social.

Assim, tento fugir da “retórica tupiniquim” e acesso sites estrangeiros de notícias para variar um pouco. O que vejo na imprensa europeia? Uma matéria no Daily Mail sobre o monarca do Estado asiático de Brunei que completa 50 anos no poder[7], porém, o que chama a atenção é que o título dessa matéria aduz o “estilo espetacular” do Sultão Hassanal Bolquias, que trafega pelas ruas em sua carruagem dourada para comemorar a data.

O leitor só vai descobrir que na verdade, o facínora é um terrível ditador muçulmano que herdou a riqueza “poeticamente descrita” numa dinastia familiar que ultrapassa 600 anos no poder, quando lê o bojo da notícia versando sobre as críticas de ativistas de direitos humanos, já que no país a imprensa é censurada e não há eleições livres, bem como é imposta uma ferrenha perseguição à comunidade LGBT, com “direito” à PENA DE MORTE por apedrejamento ou enforcamento para homossexuais.

A forma velada de noticiar uma atrocidade islâmica é a seguinte: publica-se um “belo título” que não cometa ação “islamofóbica” de expor uma terrível violação de direitos humanos promovida por tirano muçulmano – mesmo sabendo que as feministas e militância LGBT de esqerda não vão se importar com gays apedrejados – e no meio da reportagem se aborda o tema de maneira “politicamente correta”. Por que chamar Bolquias de “tirano” se pode amenizar os termos nominando-o de “governante de punho de ferro”?

Nesse contexto, os jornalistas acreditam que “belas fotos” do ditador ao lado da esposa sendo ovacionado pela multidão também ajudam a amenizar a “insatisfação” por algum leitor desavisado que acredita ser “atrocidade” promover apedrejamento ou enforcamento de homossexuais.

Está vendo? Usando estratégias voláteis de comunicação “floreando a verdade”, evita-se o “debate” mais do que necessário sobre o perigo da sharia (lei islâmica) para o mundo civilizado e “cala-se” a atacada militância intelectual que tenta “problematizar o Islã” como ocorre com quaisquer religiões cujos líderes não se “vitimizam” diante das lentes da “imprensa conivente” acusando seus opositores de “atitudes patológicas”, comportamento usual de várias lideranças muçulmanas que rotulam toda crítica ao Islã de “islamofóbica”.

Tal fato me fez lembrar que um dos líderes do Conselho Central Islâmico da Suíça – entidade muçulmana mais importante do país – acusou procuradores federais de “islamofobia” devido iniciarem investigação por causa de propaganda jihadista que teria feito para Al-Qaeda e Estado Islâmico[8]. É isso… investigar líder muçulmano com “laços de amizade” com grupos terroristas é “islamofóbico” graças às “mentiras” dos arautos fake news!

Dessa forma, os muçulmanos verdadeiramente “moderados” por não cumprirem à risca os ditames da “religião” – considerados apóstatas por ditaduras islâmicas sanguinárias como Irã, Egito e Arábia Saudita – são retratados como “mentirosos” pela imprensa, quando denunciam sob ameaça de morte os preceitos religiosos que fundamentam violações de direitos humanos, já que o “discurso fabricado” pela grande mídia que prima pela “verdade relativizada” é o mesmo de Obama: “Islã é apenas paz”!

A “mentira” tem sido a maior aliada dessa imprensa rendida à sharia (lei islâmica), e por isso, diversas reportagens são “manipuladas” à mercê da ideologia dominante nas redações que costumam usar o famoso “pacto de silêncio” – virtude esquerdista – quanto a renomados críticos do Islã provenientes do mundo árabe, ou alguém acredita que um jornalista da envergadura do egípcio Cherif Choubachy seria consultado por “jornalismo papagaio de Gramsci”?

Ao ser entrevistado pela TV Al-Balad devido atentado terrorista em Barcelona, Choubachy afirmou que “por trás desses desastres há IMÃS, que incutem a noção que devemos livrar-nos dos infiéis”[9]. Conhecendo in loco o drama de populações reféns do Islamismo, lamentou o que nominou como “estado catastrófico do Islã”, que segundo ele, “sofreu fossilização, estagnação e a rejeição de qualquer coisa nova”.

E aí? Quem merece crédito?

A imprensa ocidental, que se junta aos líderes muçulmanos ortodoxos propalando que não há necessidade de “reforma” na “religião da paz” ou um jornalista muçulmano egípcio que conhece como ninguém a realidade da sharia? Mas, cuidado com sua resposta! Os “meandros da mentira” costumam ser mais “convincentes” por contar com apoio visceral de renomada caterva de “intelectualóides” mais conhecidos como “humanistas”.

 

Referências

[1] https://www.youtube.com/watch?v=BnUuA6zcWYM

[2] http://www.worldaffairsjournal.org/blog/michael-j-totten/iran-recruits-child-soldiers-%E2%80%93-again

[3] http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41467442

[4] http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/o-legado-de-obama-em-numeros/

[5]https://oglobo.globo.com/economia/em-sao-paulo-obama-critica-ascensao-da-xenofobia-do-populismo-21910612

[6] https://oglobo.globo.com/mundo/veja-as-principais-frases-de-obama-no-forum-cidadao-global-em-sao-paulo-21911329

[7] https://www.google.com.br/search?q=daily+mail&oq=daily+mail&aqs=chrome.0.69i59j69i60l2j0l3.2726j1j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8

[8] https://www.thelocal.ch/20170921/leaders-of-swiss-islamic-organization-face-criminal-charges

[9] https://www.memri.org/tv/egyptian-journalist-choubachy-stagnant-islam-gave-rise-to-barcelona-terror-attack/transcript

Imagem fonte: www.naturalnews.com

Andréa Fernandes

Andréa Fernandes

Graduada em Direito, Ciências Contábeis e Relações Internacionais, é Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, instituição humanitária que milita denunciando a perseguição religiosa e violações dos direitos humanos no mundo muçulmano junto ao Ministério das Relações Exteriores e demais órgãos públicos, bem como promove eventos objetivando fomentar conscientização humanitária para socorrer as vítimas da intolerância religiosa. É também colunista no Portal Gospel Prime. Para saber mais sobre Andréa, acesse a página Equipe no rodapé do site.

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