O arquiteto da vida: A borboleta Papilio Blumei

Vamos entender um pouco mais sobre essa fantástica criatura, a Borboleta Papilio Blumei (espécie de borboleta tropical), originária da Indonésia.chart

As belas cores metálicas nas asas de algumas borboletas mudam dependendo do ângulo que são vistas. A cor das asas de certa espécie é tão pura e intensa que pode ser vista a uns 800 metros de distância.

O que torna as asas da borboleta tão impressionantes?

Vistas em um microscópio, a asas da espécie tem uma sequência de pequenas estruturas em formato de escamas coloridas, lembrando o interior de uma caixa de ovos. São fileiras de minúsculas superfícies côncavas na asa da espécie Papilio Blumei que refletem a luz de várias maneiras.

Por exemplo: O centro de cada concavidade reflete a luz verde-amarela, ao passo que as bordas refletem a luz azul. Além disso, a luz no centro de uma superfície côncava é refletida diretamente, mas a luz que atinge os lados passa primeiro por uma superfície de várias camadas, que amplifica e parcialmente polariza, ou gira, as ondas de luz. A mistura final é chamada de cor estrutural devido o modo complexo como é produzida.

O estudo das estruturas coloridas desses animais é um grande desafio para os pesquisadores porque as lindas cores não são resultado apenas dos pigmentos naturais, mas também de sua interação com o ar. A espécie que passou por análise pode usar suas cores de acordo com cada tipo de situação. Aos olhos dos predadores, por exemplo, ela aparece verde, como a vegetação, mas para outras borboletas semelhantes elas aparecem na cor azul.

Levou 10 anos para que os pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conseguissem com ajuda de microscópios realizar cópias simples das asas da borboleta. Eles esperam que essa tecnologia ajude no desenvolvimento de notas de dinheiro e cartões de crédito mais difíceis de serem falsificados e de células solares mais eficientes em captar a energia solar.

cavidades da estrutura das asas da borboleta papilo
Concavidades da estrutura das asas da borboleta Papilio blumei (Foto: Mathias Kolle / Universidade de Cambridge)

Mathias Kolle, que coordenou a pesquisa, conta que a reprodução foi possível pela nanotecnologia:

“Embora a natureza seja melhor para a auto-organização do que a gente, temos a vantagem de poder usar coisas artificiais, materiais feitos sob medida para melhorar as estruturas, que podem ser usadas para criptografar as informações em marcas deixadas em notas e outros documentos para protegê-los contra a falsificação.”

Mas, reproduzir a superfície da asa de uma borboleta não é fácil:

“Apesar do conhecimento científico detalhado sobre ótica, a paleta de cores incrivelmente variada da natureza em geral, supera quaisquer efeitos óticos gerados por meios tecnológicos”, explica o professor Ullrich Steiner, do Centro de Nanociência da Universidade de Cambridge.

 

O que você acha?

Será que tanto a Borboleta Papilio Blumei quanto a superfície das suas asas da borboleta surgiu por acaso? Ou é um projeto de criação elaborado pelo Arquiteto da vida?

 

Imagens fonte: Reprodução Google

O arquiteto da vida: A borboleta Papilio Blumei
1 votos até agora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *